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Fama, sucesso, dinheiro, estádios lotados, torcedores gritando seu nome, esse é o sonho de muitos adolescentes que jogam futebol profissional e de rua, a famosa pelada com os colegas.
Normalmente são crianças de bairros pobres excluídos dos grupos sociais e sofredores de discriminação pela sua classe.Todos nós sabemos que o esporte não só é salutar para o físico de um individuo, mas nos últimos tempos estamos tendo provas concretas que o esporte, principalmente o futebol, vem tirando muitas crianças do esquecimento e dando maneiras dela sonharem com um futuro melhor para sua família. É o caso de henrique Santos, 22 anos, que começou a jogar futebol no bairro da Bomba do Hemetério, passou por alguns times fora do país e atualmente joga Bragantino, interior de São Paulo. “Sempre gostei de jogar bola, aí veio a chance de me profissionalizar e ganhar dinheiro com o que mais gosto de fazer”, diz Henrique.
Além de habilidades e boa conduta, os meninos também tem que contar com a sorte e torcerem para que os caças talentos, que com olhos críticos levam esses garotos para o mercado profissional à ascensão na profissão. Os valores do futebol no Brasil alimentam os sonhos desses rapazes que em sua maioria, passam por dificuldades financeiras. O futebol tornou-se ao longo do tempo em negócio rentável capaz de deixar jogadores milionários em pouco tempo.
A Federação Pernambucana de Futebol afirma que o negócio é bem representado em relação aos salários de outras capitais brasileiras. Recife não entra na lista dos piores salários de futebol, deixando pra trás Fortaleza, Mato Grosso e Pará.
O amor pelo futebol é explicito e a vontade de se tornar Ronaldinhos e Cristianos Ronaldos é maior. Leonardo Alves dos Santos de apenas 16 anos, que joga no time Junior do Sport deixa claro que seu sonho é jogar fora do país ou em algum time do eixo Rio - São Paulo, seguindo os passos de vários jogadores pernambucanos. “Sonho chegar aonde o Rivaldo chegou, ele é meu grande ídolo, tenho foto com ele no meu quarto”, diz Leonardo, que através do futebol, conseguiu bolsa de estudo para ele e seu irmão Lucas.
O atacante do Náutico Carlinhos Bala costuma dizer que ele é a prova viva de que o futebol muda a vida desses meninos que querem crescer na vida honestamente. Vindo de uma família pobre, da periferia do Recife, Bala desabafa que as vezes nem tinha dinheiro pra pegar o ônibus que o levava aos treinos. “ia de pés treinar, tomava o lanche que era servido nos intervalos dos treinos e voltava pra casa de pés também. Hoje, graças a Deus tenho carro, apartamento à beira mar e posso ajudar minha família, mas não foi fácil”, diz emocionado.
“É preciso determinação não só do atleta, mas também de toda família. Como em toda profissão, existe gente boa e gente ruim pra lhe prejudicar, cabe ao atleta tomar os cuidados necessário para não cair nas garras de nenhum salafrário”, conclui Geninho, técnico de futebol há vinte e cinco anos e descobridor de atletas pernambucanos.
Por: Geison Carlos