quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A dedicação alvirrubra.

Organização, este pode ser o adjetivo ideal para a torcida Jovem Fanáutico (TJF). Quem não vive dentro dela, não imagina tudo o que está por trás daquela festa.

No primeiro dia que fomos em busca de nossas fontes, nos deparamos com dezenas de membros cortando papéis para o jogo contra o Grêmio, que ocorreu nos Aflitos. Era notável a entrega de cada um deles ao trabalho.

Na semana seguinte, fomos à entrevista. Carlos Loucão, diretor de materiais da Fanáutico, nos explicou como funciona a divisão de tarefas dentro da torcida. “Aqui dentro cada um faz a sua parte, sua função. Temos a nossa diretoria, com o nosso presidente, o vice, tesoureiro, diretor de sede. Temos também as pessoas que nos ajudam em dia de jogo. Em dia de sábado ou domingo tem uma lavagem geral, a galera da limpeza é responsável por isso”, disse. A entrega à Fanáutico é tão grande que Carlos não tem nenhuma outra atividade além da torcida. “Não trabalho, não estudo, não faço nada, só dedico a minha vida à Fanáutico”, concluiu.

O amor pelo Náutico era mostrado através de tatuagens sob a pele. Cada membro fazia questão de compartilhar sua história, querendo contar de onde surgiu a paixão pelo alvirrubro pernambucano. Uma nos chamou atenção. Paulo Alexandre, “amante o futebol”, como ele mesmo se caracteriza, saiu do Pará para morar em Recife e se tornou não apenas tatuador da TJF, mas um alvirrubro apaixonado. “O Náutico pra mim além de estar na minha pele, no meu sangue, o Náutico faz parte hoje da minha família. Hoje eu tenho minha esposa, um casal de filhos e tenho o Náutico. O Náutico faz parte da minha família, é tudo”, finalizou.

Por Rebeka Catharine

Nenhum comentário:

Postar um comentário