Imagem por Thiago VitorinoVem se tornando cada vez mais comum as pessoas se tornarem fanáticas pelos seus times de futebol. Milhares de pessoas em meio ao estádio, a maior semelhança é o amor pelo time em campo. A diferença? A intensidade desse amor, que vezes se torna fanatismo ou até mesmo loucura.
Professor e pai de uma criança de um ano, Alexandre Reis se diz um torcedor convicto pelo Sport Clube do Recife. “Meu amor pelo Sport não tem explicação. Meu filho mesmo já é sócio apesar de ser tão novo”, enfatiza. Segundo o psicólogo Miguel Gomes, a família é a principal base que um ser humano tem para adquirir conhecimento. “ A família sendo a base, influência de várias maneiras na vida de alguém. Inclusive na escolha de um time de futebol.” Analisa.
O que leva alguém a escolher determinado time, algumas vezes é a referência da família, de um amigo, de um parente próximo, algo que a pessoa se identifique. De acordo com Fátima Jardim, o fanatismo saudável é aquele que o indivíduo torce, vibra, vai a campo, mas que não permite que o imenso amor pelo time interfira na vida pessoal ou profissional. No caso de Manuella de Paula, o amor pelo Santa Cruz vem desde pequena. “Quando eu e minhas irmãs éramos crianças, meu pai sempre nos levou ao campo. E sempre adorei isso.” Relembra. A estudante que tem três irmãs e o pai que também são tricolores, confessa que já fez uma loucura pelo seu time de coração. “Quando eu nadava, deixei de ir a competição pra assistir ao jogo. E valeu a pena.” Relata.
Torcedor alvirrubro declarado, Izaías Júnior possui uma coleção de objetos nas cores vermelho e branco. “Tenho inúmeras camisas do Náutico, quadros, fotos. Meu amor pelo clube vem de berço.” Afirma. Izaías, que fez uma promessa – e cumpriu, quando estudante de doar seu primeiro salário ao clube, diz que ser alvirrubro é mais que ir a campo. “ Quando o time vence, todo mundo veste a camisa. Pra mim, torcedor mesmo é aquele que veste a camisa quando o clube perde, porque é nessa hora que ele mais precisa de apoio.” Declara.
Ainda segundo Fátima Jardim, o fanatismo deixa de ser sadio quando acaba prejudicando a vida do torcedor fora do campo. “ Existem torcedores que deixam suas necessidades de lado, para acompanharem o time. A partir daí, é necessário tomar cuidado para não ter problemas futuros, tanto na saúde quanto financeiramente falando.” Conclui a psicóloga.
Por Renata Albuquerque
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