quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amor em dose certa

Imagem por Thiago Vitorino


Vem se tornando cada vez mais comum as pessoas se tornarem fanáticas pelos seus times de futebol. Milhares de pessoas em meio ao estádio, a maior semelhança é o amor pelo time em campo. A diferença? A intensidade desse amor, que vezes se torna fanatismo ou até mesmo loucura.
Professor e pai de uma criança de um ano, Alexandre Reis se diz um torcedor convicto pelo Sport Clube do Recife. “Meu amor pelo Sport não tem explicação. Meu filho mesmo já é sócio apesar de ser tão novo”, enfatiza. Segundo o psicólogo Miguel Gomes, a família é a principal base que um ser humano tem para adquirir conhecimento. “ A família sendo a base, influência de várias maneiras na vida de alguém. Inclusive na escolha de um time de futebol.” Analisa.
O que leva alguém a escolher determinado time, algumas vezes é a referência da família, de um amigo, de um parente próximo, algo que a pessoa se identifique. De acordo com Fátima Jardim, o fanatismo saudável é aquele que o indivíduo torce, vibra, vai a campo, mas que não permite que o imenso amor pelo time interfira na vida pessoal ou profissional. No caso de Manuella de Paula, o amor pelo Santa Cruz vem desde pequena. “Quando eu e minhas irmãs éramos crianças, meu pai sempre nos levou ao campo. E sempre adorei isso.” Relembra. A estudante que tem três irmãs e o pai que também são tricolores, confessa que já fez uma loucura pelo seu time de coração. “Quando eu nadava, deixei de ir a competição pra assistir ao jogo. E valeu a pena.” Relata.
Torcedor alvirrubro declarado, Izaías Júnior possui uma coleção de objetos nas cores vermelho e branco. “Tenho inúmeras camisas do Náutico, quadros, fotos. Meu amor pelo clube vem de berço.” Afirma. Izaías, que fez uma promessa – e cumpriu, quando estudante de doar seu primeiro salário ao clube, diz que ser alvirrubro é mais que ir a campo. “ Quando o time vence, todo mundo veste a camisa. Pra mim, torcedor mesmo é aquele que veste a camisa quando o clube perde, porque é nessa hora que ele mais precisa de apoio.” Declara.
Ainda segundo Fátima Jardim, o fanatismo deixa de ser sadio quando acaba prejudicando a vida do torcedor fora do campo. “ Existem torcedores que deixam suas necessidades de lado, para acompanharem o time. A partir daí, é necessário tomar cuidado para não ter problemas futuros, tanto na saúde quanto financeiramente falando.” Conclui a psicóloga.

Por Renata Albuquerque

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