quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O amor dos torcedores mirins pelos times de coração



Luiz Felipe, 5 anos, torcedor do Santa Cruz. Imagem: Arquivo pessoal




Igor, com 4 meses e 3 anos, torcedor do Náutico. Imagem: Arquivo pessoal




Emanuel, 13 anos, torcedor do Sport. Imagem: Arquivo pessoal

A magia do esporte contagia. O futebol encanta todas as idades, mas como escolher o time do coração numa idade onde tudo é fantasia? Dizem que a primeira escolha a gente não esquece. Pra muitos, essa é uma escolha dificílima. Pode definir alegria ou tristeza pro resto da vida.

“Eu sou Sport no peito e na alma, eu sou até em baixo d'água” é um grito de satisfação dado pelo torcedor rubro negro de apenas 13 anos, Emanuel Victor. Não importa sua raça, nem cor, as emoções se misturam e o amor pelo time é o mesmo. “Ensino o hino do Sport desde a barriga, ele já gostava, ficava mexendo, herdei dos meus pais e estou passando pros meus filhos, tenho cinco filhos e todos torcem pelo Sport Club do Recife.” Relata Severino de Carvalho, Pai de Emanuel.

“Levo ele ao jogo desde pequeno, incentivo sempre que posso, e não adianta ele já nasceu com sangue alvo e rubro” orgulho mostrado por Ivaldir Souza pai de Igor de apenas três aninhos, mas que já sabe o que é torcer pelo Náutico.

“Eu sou Santa Cruz. Eu e meu pai. Adoro ver o santinha fazer gol” Diz Luiz Felipe de apenas cinco anos. “Minha família é toda tricolor, meu pai sempre me incentivou e a todos os meus irmãos, e foi isso que procurei passar para meu filho, e graças a Deus ele soube escolher” Comenta Edmário Júnior, pai de Luiz Felipe.

Essa é, mas uma paixão deixada de herança pelos pais, afinal na maioria das vezes são eles quem influencia na decisão, levam aos estádios, compram camisas, mostram o amor ao time e dessa forma a criança também se apaixona e aprende a sentir todos aqueles turbilhões de sentimentos quando o seu time entra em campo.

Nós brasileiros somos assim, loucos por futebol, e entender o coração apaixonado de um torcedor é uma missão muito difícil, podemos dizer que até impossível, e quando esse coração é ainda bem pequeno as emoções se misturam e tudo fica ainda mais difícil, mas eles sabem de uma coisa, que não importa o tamanho do coração e nem muito menos da torcida, o que importa mesmo é o amor limpo, tão imaturo, mas que já sabe bem o que quer.

Por Aline Rangel

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