terça-feira, 17 de novembro de 2009

A paixão tricolor.

O que move a paixão de torcedores que vêem seu time próximo ao fim? Mais do que amor ao time, a dedicação dos membros da Torcida Organizada Inferno Coral (TOIC) supera a de qualquer outra equipe Pernambucana. Com o Santa Cruz na série D do campeonato brasileiro, a torcida tricolor parece não desistir, exalta e apóia o time não importa a ocasião.

Paulo César, vice-presidente da Inferno Coral, conta o que leva a torcida tricolor a obter o título da mais apaixonada.

Como foi para vocês, membros da Inferno Coral, a decadência do time nos últimos anos?
Ninguém esperava, né? A gente, na primeira divisão, cai para a segunda, terceira, quarta... Só que a torcida do Santa Cruz não deixa isso refletir no dia-a-dia do clube. E neste ano, na série D, a gente foi o líder de público de todas as divisões, só perdemos para o Vasco. Essa é mais uma prova que a gente é a maior, a mais sangue no olho. Eu acho que em Pernambuco não tem nenhuma que bata de frente com a gente não, nesse aspecto de paixão.

Como é essa entrega de “corpo e alma” ao clube?

A gente trabalha muito, muito forte mesmo, para deixar o estádio bonito. A gente fez um bandeirão de 200 metros, que foram mais de dois meses para confeccionar. Para levá-lo ao estádio é necessário ter no mínimo cem pessoas para carregar. Tudo para fazer aquela verdadeira festa, que aqui em Pernambuco só a gente sabe fazer.

Quais loucuras já foi capaz de fazer pelo “santinha”?

Já fiz tatuagens, passei 36 horas dentro de um ônibus para acompanhar o time, passei fome, a gente faz de tudo, né? Para acompanhar o time onde ele estiver.
O que o Santa Cruz representa na sua vida?

Para mim o Santa Cruz está acima de qualquer coisa. Eu vivo por isso, acho que todos da Inferno Coral também. Eu já abandonei dois empregos bons para estar aqui, para estar viajando, para acompanhar o Santa Cruz onde ele estiver. Eu vivo, eu morro, eu faço tudo por ele.


Por Rebeka Catharine

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