sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia de jogo é dia de jogo

Imagem arquivo "Google imagens"

Paixão. Se depender dos torcedores implacáveis dos maiores times de Pernambuco, é esse o sentimento atribuído ao futebol. Para de Libânio Reis, Manuella de Paula e Izaías Júnior, dia de jogo, É DIA DE JOGO e mais nada.
Torcedor fanático pelo Sport, Alexandre, em dia de decisão Alexandre não pensa em outra coisa. “ Na copa do Brasil mesmo, fiquei muito nervoso”, diz o rubro-negro. Para a tricolor Manuella não é diferente. “Vou a todos os jogos do Santa Cruz”, afirma a estudante. Enquanto Izaías, que nos tempos de estudante já faltou escola para assistir aos jogos, diz que além de ir aos jogos, faz muito mais pelo Náutico. “ Eu tenho um site, um blog na verdade, para colocar textos sobre o náutico e organizo as caravanas também.” finaliza o alvirrubro.
Para a psicóloga Fátima Jardim, torcedor sadio é aquele que vai a campo sempre comintuito de apoiar o time, nunca de violência. “ Torcedor saudável não deixa que o futebol interfira em outros aspectos da sua vida. Torcedor mesmo roia a unha, grita, aplaude. E inclusive, essa é uma maneira de extravasar” Conclui.

Por Renata Albuquerque

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ser Torcedor

Imagem arquivo "Google Imagens"


Ser torcedor é mais que vestir a camisa todos os dias,

é usar quando o time mais precisa

Ser torcedor é mais que saber as letras das músicas,

é sentir o arrepio com o hino

Ser torcedor é mais que viajar de norte a sul para assistir aos jogos,

é fazer questão de parar TUDO quando os jogadores entram em campo

Ser torcedor é mais que ser sócio,

é ter a sede do clube como segunda casa

Ser torcedor é mais que esperar ansioso pelo dia do jogo,

é contar os minutos até colocar os pés no clube

Ser torcedor é mais que ter uma paixão,

é amar o time

Ser torcedor é mais que se orgulhar pelos títulos,

é apoiar em qualquer ocasião

Ser torcedor é fazer do seu time, membro da família

Ser torcedor está no sangue, é viver.

Por Renata Albuquerque

Amor em dose certa

Imagem por Thiago Vitorino


Vem se tornando cada vez mais comum as pessoas se tornarem fanáticas pelos seus times de futebol. Milhares de pessoas em meio ao estádio, a maior semelhança é o amor pelo time em campo. A diferença? A intensidade desse amor, que vezes se torna fanatismo ou até mesmo loucura.
Professor e pai de uma criança de um ano, Alexandre Reis se diz um torcedor convicto pelo Sport Clube do Recife. “Meu amor pelo Sport não tem explicação. Meu filho mesmo já é sócio apesar de ser tão novo”, enfatiza. Segundo o psicólogo Miguel Gomes, a família é a principal base que um ser humano tem para adquirir conhecimento. “ A família sendo a base, influência de várias maneiras na vida de alguém. Inclusive na escolha de um time de futebol.” Analisa.
O que leva alguém a escolher determinado time, algumas vezes é a referência da família, de um amigo, de um parente próximo, algo que a pessoa se identifique. De acordo com Fátima Jardim, o fanatismo saudável é aquele que o indivíduo torce, vibra, vai a campo, mas que não permite que o imenso amor pelo time interfira na vida pessoal ou profissional. No caso de Manuella de Paula, o amor pelo Santa Cruz vem desde pequena. “Quando eu e minhas irmãs éramos crianças, meu pai sempre nos levou ao campo. E sempre adorei isso.” Relembra. A estudante que tem três irmãs e o pai que também são tricolores, confessa que já fez uma loucura pelo seu time de coração. “Quando eu nadava, deixei de ir a competição pra assistir ao jogo. E valeu a pena.” Relata.
Torcedor alvirrubro declarado, Izaías Júnior possui uma coleção de objetos nas cores vermelho e branco. “Tenho inúmeras camisas do Náutico, quadros, fotos. Meu amor pelo clube vem de berço.” Afirma. Izaías, que fez uma promessa – e cumpriu, quando estudante de doar seu primeiro salário ao clube, diz que ser alvirrubro é mais que ir a campo. “ Quando o time vence, todo mundo veste a camisa. Pra mim, torcedor mesmo é aquele que veste a camisa quando o clube perde, porque é nessa hora que ele mais precisa de apoio.” Declara.
Ainda segundo Fátima Jardim, o fanatismo deixa de ser sadio quando acaba prejudicando a vida do torcedor fora do campo. “ Existem torcedores que deixam suas necessidades de lado, para acompanharem o time. A partir daí, é necessário tomar cuidado para não ter problemas futuros, tanto na saúde quanto financeiramente falando.” Conclui a psicóloga.

Por Renata Albuquerque

O amor dos torcedores mirins pelos times de coração



Luiz Felipe, 5 anos, torcedor do Santa Cruz. Imagem: Arquivo pessoal




Igor, com 4 meses e 3 anos, torcedor do Náutico. Imagem: Arquivo pessoal




Emanuel, 13 anos, torcedor do Sport. Imagem: Arquivo pessoal

A magia do esporte contagia. O futebol encanta todas as idades, mas como escolher o time do coração numa idade onde tudo é fantasia? Dizem que a primeira escolha a gente não esquece. Pra muitos, essa é uma escolha dificílima. Pode definir alegria ou tristeza pro resto da vida.

“Eu sou Sport no peito e na alma, eu sou até em baixo d'água” é um grito de satisfação dado pelo torcedor rubro negro de apenas 13 anos, Emanuel Victor. Não importa sua raça, nem cor, as emoções se misturam e o amor pelo time é o mesmo. “Ensino o hino do Sport desde a barriga, ele já gostava, ficava mexendo, herdei dos meus pais e estou passando pros meus filhos, tenho cinco filhos e todos torcem pelo Sport Club do Recife.” Relata Severino de Carvalho, Pai de Emanuel.

“Levo ele ao jogo desde pequeno, incentivo sempre que posso, e não adianta ele já nasceu com sangue alvo e rubro” orgulho mostrado por Ivaldir Souza pai de Igor de apenas três aninhos, mas que já sabe o que é torcer pelo Náutico.

“Eu sou Santa Cruz. Eu e meu pai. Adoro ver o santinha fazer gol” Diz Luiz Felipe de apenas cinco anos. “Minha família é toda tricolor, meu pai sempre me incentivou e a todos os meus irmãos, e foi isso que procurei passar para meu filho, e graças a Deus ele soube escolher” Comenta Edmário Júnior, pai de Luiz Felipe.

Essa é, mas uma paixão deixada de herança pelos pais, afinal na maioria das vezes são eles quem influencia na decisão, levam aos estádios, compram camisas, mostram o amor ao time e dessa forma a criança também se apaixona e aprende a sentir todos aqueles turbilhões de sentimentos quando o seu time entra em campo.

Nós brasileiros somos assim, loucos por futebol, e entender o coração apaixonado de um torcedor é uma missão muito difícil, podemos dizer que até impossível, e quando esse coração é ainda bem pequeno as emoções se misturam e tudo fica ainda mais difícil, mas eles sabem de uma coisa, que não importa o tamanho do coração e nem muito menos da torcida, o que importa mesmo é o amor limpo, tão imaturo, mas que já sabe bem o que quer.

Por Aline Rangel

Bola nos pés e sonhos na cabeça



Imagem do "Google imagens".

Fama, sucesso, dinheiro, estádios lotados, torcedores gritando seu nome, esse é o sonho de muitos adolescentes que jogam futebol profissional e de rua, a famosa pelada com os colegas.

Normalmente são crianças de bairros pobres excluídos dos grupos sociais e sofredores de discriminação pela sua classe.Todos nós sabemos que o esporte não só é salutar para o físico de um individuo, mas nos últimos tempos estamos tendo provas concretas que o esporte, principalmente o futebol, vem tirando muitas crianças do esquecimento e dando maneiras dela sonharem com um futuro melhor para sua família. É o caso de henrique Santos, 22 anos, que começou a jogar futebol no bairro da Bomba do Hemetério, passou por alguns times fora do país e atualmente joga Bragantino, interior de São Paulo. “Sempre gostei de jogar bola, aí veio a chance de me profissionalizar e ganhar dinheiro com o que mais gosto de fazer”, diz Henrique.

Além de habilidades e boa conduta, os meninos também tem que contar com a sorte e torcerem para que os caças talentos, que com olhos críticos levam esses garotos para o mercado profissional à ascensão na profissão. Os valores do futebol no Brasil alimentam os sonhos desses rapazes que em sua maioria, passam por dificuldades financeiras. O futebol tornou-se ao longo do tempo em negócio rentável capaz de deixar jogadores milionários em pouco tempo.

A Federação Pernambucana de Futebol afirma que o negócio é bem representado em relação aos salários de outras capitais brasileiras. Recife não entra na lista dos piores salários de futebol, deixando pra trás Fortaleza, Mato Grosso e Pará.

O amor pelo futebol é explicito e a vontade de se tornar Ronaldinhos e Cristianos Ronaldos é maior. Leonardo Alves dos Santos de apenas 16 anos, que joga no time Junior do Sport deixa claro que seu sonho é jogar fora do país ou em algum time do eixo Rio - São Paulo, seguindo os passos de vários jogadores pernambucanos. “Sonho chegar aonde o Rivaldo chegou, ele é meu grande ídolo, tenho foto com ele no meu quarto”, diz Leonardo, que através do futebol, conseguiu bolsa de estudo para ele e seu irmão Lucas.

O atacante do Náutico Carlinhos Bala costuma dizer que ele é a prova viva de que o futebol muda a vida desses meninos que querem crescer na vida honestamente. Vindo de uma família pobre, da periferia do Recife, Bala desabafa que as vezes nem tinha dinheiro pra pegar o ônibus que o levava aos treinos. “ia de pés treinar, tomava o lanche que era servido nos intervalos dos treinos e voltava pra casa de pés também. Hoje, graças a Deus tenho carro, apartamento à beira mar e posso ajudar minha família, mas não foi fácil”, diz emocionado.

“É preciso determinação não só do atleta, mas também de toda família. Como em toda profissão, existe gente boa e gente ruim pra lhe prejudicar, cabe ao atleta tomar os cuidados necessário para não cair nas garras de nenhum salafrário”, conclui Geninho, técnico de futebol há vinte e cinco anos e descobridor de atletas pernambucanos.

Por: Geison Carlos

Futebol com cara fashion

Roupas de marcas famosas cheias de tendências, cabelos e unhas pintadas, clareamento nos dentes, brincos de brilhantes e bons perfumes. Parece que estamos falando de celebridades da televisão ou de supermodelos das passarelas. Mas não é. Estamos falando dos jogadores que fazem parte dos maiores times de Pernambuco. Além dos carros caríssimos, os jogadores fazem um verdadeiro desfile de moda fora dos campos. Para o jogador Cláudio Luiz, estar bem vestido fora dos campos mostra uma imagem de bem estar para a torcida. “Sempre que posso vou ao shopping e procuro as roupas que estão mais em alta na moda. É uma maneira de mostrar ao torcedor que além de jogar futebol, temos bom gosto” diz Cláudio, que também não dispensa o uso de bons cremes para o corpo.

A vaidade dos jogadores já é observada pelos torcedores, principalmente pelas mulheres que costumam ir aos jogos não só para torcer pelo seu time, mas também pela beleza dos jogadores. Os jogadores também conversam entre eles sobre moda, comportamento e saúde. E não se arriscam em negar a vaidade dentro e fora dos vestuários. “Temos que estar sempre arrumados, com unhas limpas e cabelos organizados” acrescenta Adriano Pimenta, atacante do Sport, que já fez peeling facial devido a um problema com acne na adolescência.

O lateral esquerdo do Náutico Michel vai mais além e diz-se fiel ao cabeleireiro, faz bronzeamento artificial e usa cremes importados para a pele. Seu amigo, o atacante Carlinhos Bala tem como preocupação maior os cabelos. “Gasto em média por mês R$ 300 reais só com hidratação, depois vem os shampoos especiais e pastas para deixá-los assim, bem bonitos. As mulheres gostam” brinca Bala.

Para o designer em moda Will Domingos, estar com boa aparência é fundamental. “Se tratando de jogadores de futebol, isso vai mais além que estar bonitinho. O culto ao corpo atlético, o glamour que existe em volta dos jogadores, a classe social à qual faziam parte, os altos salários, tudo isso desenvolve no psicológico do atleta a necessidade de ser admirado pelo público, principalmente o feminino” afirma Will.

Vamos torcer para que nossos jogadores não deixem que só a moda faça suas cabeças, mas que eles belas partidas de futebol nos campeonatos do Brasil a fora.

Por: Geison Carlos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Torcedores símbolos

Mais uma chamada do nosso documentário.





Por Rebeka Catharine

Torcidas organizadas.

Nosso documentário está em fase final. Selecionamos algumas partes dele e fizemos uma pequena chamada.





Por Rebeka Catharine

A dedicação alvirrubra.

Organização, este pode ser o adjetivo ideal para a torcida Jovem Fanáutico (TJF). Quem não vive dentro dela, não imagina tudo o que está por trás daquela festa.

No primeiro dia que fomos em busca de nossas fontes, nos deparamos com dezenas de membros cortando papéis para o jogo contra o Grêmio, que ocorreu nos Aflitos. Era notável a entrega de cada um deles ao trabalho.

Na semana seguinte, fomos à entrevista. Carlos Loucão, diretor de materiais da Fanáutico, nos explicou como funciona a divisão de tarefas dentro da torcida. “Aqui dentro cada um faz a sua parte, sua função. Temos a nossa diretoria, com o nosso presidente, o vice, tesoureiro, diretor de sede. Temos também as pessoas que nos ajudam em dia de jogo. Em dia de sábado ou domingo tem uma lavagem geral, a galera da limpeza é responsável por isso”, disse. A entrega à Fanáutico é tão grande que Carlos não tem nenhuma outra atividade além da torcida. “Não trabalho, não estudo, não faço nada, só dedico a minha vida à Fanáutico”, concluiu.

O amor pelo Náutico era mostrado através de tatuagens sob a pele. Cada membro fazia questão de compartilhar sua história, querendo contar de onde surgiu a paixão pelo alvirrubro pernambucano. Uma nos chamou atenção. Paulo Alexandre, “amante o futebol”, como ele mesmo se caracteriza, saiu do Pará para morar em Recife e se tornou não apenas tatuador da TJF, mas um alvirrubro apaixonado. “O Náutico pra mim além de estar na minha pele, no meu sangue, o Náutico faz parte hoje da minha família. Hoje eu tenho minha esposa, um casal de filhos e tenho o Náutico. O Náutico faz parte da minha família, é tudo”, finalizou.

Por Rebeka Catharine

CADEIRA CATIVA: MISTER N



Ele leva paz aos estádios e encanta multidões. Essa figura símbolo do time alvirubro mora na Várzea e garante que vai a pé para os Aflitos quando tem jogo do Náutico. E não só a pé. Com o rosto pintado de vermelho e branco, blusa e short do time de coração e uma bandeira amarrada no pescoço. Tudo isso para mostrar a todos o quanto ama o Náutico. E ai daqueles que forem contra. "Semana que vem vai ter o casamento do meu irmão. Eu vou com a roupa do Náutico. Se a noiva gostar, ótimo. Se não gostar não posso fazer nada."
Mister N: Mais fanático, impossível.
Confira no documentário "Futebol: Meu esporte, minha vida!"

Por Andressa Gomes

CADEIRA CATIVA: ZÉ DO RÁDIO



Por telefone:"Eu moro na rua ***. Mas não se preocupe não. Chegando lá você vê logo um fusca vermelho e preto e um boneco gigante em cima dele. Alí todo mundo me conhece". Realmente não teve como se perder. No dia 2 de outubro fomos a casa de Zé do Rádio. Simplicidade em pessoa, ele nos recebeu muito bem. Contou como ganhou esse apelido, como foi parar no livro dos recordes e esclareceu a história de ser torcedor temporariamente do Clube Náutico Capibaribe -só pra poder namorar com sua atual esposa que o pai era alvirubro doente. Isso e muito mais no documentário "Futebol: Meu esporte, minha vida!".

Por Andressa Gomes

CADEIRA CATIVA: BACALHAU




Não basta fazer um documentário, tem que pegar no pesado.Foi assim no dia 3 de outubro quando viajamos a Garanhuns para fazer a entrevista com Bacalhau, torcedor ilustre do Santa Cruz. Essa figura aparentemente 'fora do normal'guarda em sua casa seu amor pelo Santinha. Toda a decoração é feita por ele. "As paredes fui eu que pintei, as portas também (...) Tudo aqui é vermelho, branco e preto." E realmente, da sala ao banheiro, tudo leva as cores do time tricolor.
Uma das histórias mais engraçadas contadas por Bacalhau ao documentário "Futebol: Meu esporte, minha vida!" é a do caixão que guarda em casa. O medo de morrer e não ser enterrado em um caixão com as cores do time é tão grande que fez com um empresário enviasse um caixão que ele guarda em um quarto nos fundos da casa.

Tricolor até os dentes seja vivo ou morto. Bacalhau e Santa Cruz: Uma paixão eterna.

Por Andressa Gomes

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Náutico perde em casa e se complica

Jogando nos Aflitos, o Náutico perde para o Flamengo por 2 x 0 e se complica no brasileirão da série A.

Acompanhe os gols

Náutico 0 x 2 Flamengo

A paixão tricolor.

O que move a paixão de torcedores que vêem seu time próximo ao fim? Mais do que amor ao time, a dedicação dos membros da Torcida Organizada Inferno Coral (TOIC) supera a de qualquer outra equipe Pernambucana. Com o Santa Cruz na série D do campeonato brasileiro, a torcida tricolor parece não desistir, exalta e apóia o time não importa a ocasião.

Paulo César, vice-presidente da Inferno Coral, conta o que leva a torcida tricolor a obter o título da mais apaixonada.

Como foi para vocês, membros da Inferno Coral, a decadência do time nos últimos anos?
Ninguém esperava, né? A gente, na primeira divisão, cai para a segunda, terceira, quarta... Só que a torcida do Santa Cruz não deixa isso refletir no dia-a-dia do clube. E neste ano, na série D, a gente foi o líder de público de todas as divisões, só perdemos para o Vasco. Essa é mais uma prova que a gente é a maior, a mais sangue no olho. Eu acho que em Pernambuco não tem nenhuma que bata de frente com a gente não, nesse aspecto de paixão.

Como é essa entrega de “corpo e alma” ao clube?

A gente trabalha muito, muito forte mesmo, para deixar o estádio bonito. A gente fez um bandeirão de 200 metros, que foram mais de dois meses para confeccionar. Para levá-lo ao estádio é necessário ter no mínimo cem pessoas para carregar. Tudo para fazer aquela verdadeira festa, que aqui em Pernambuco só a gente sabe fazer.

Quais loucuras já foi capaz de fazer pelo “santinha”?

Já fiz tatuagens, passei 36 horas dentro de um ônibus para acompanhar o time, passei fome, a gente faz de tudo, né? Para acompanhar o time onde ele estiver.
O que o Santa Cruz representa na sua vida?

Para mim o Santa Cruz está acima de qualquer coisa. Eu vivo por isso, acho que todos da Inferno Coral também. Eu já abandonei dois empregos bons para estar aqui, para estar viajando, para acompanhar o Santa Cruz onde ele estiver. Eu vivo, eu morro, eu faço tudo por ele.


Por Rebeka Catharine

domingo, 15 de novembro de 2009

Torcedor símbolo promove paz nos estádios.


Imagem arquivo pessoal/Renata Albuquerque

Futebol é mais que jogadores em campo e bola rolando. Por trás de um grande time,podemos encontrar mais que um simples torcedor. Paz nos estádios, é isso que o Cristiano, mais famoso como "Mister N" promove. Alvirrubro desde o ventre de sua mãe, como ele mesmo diz, Cristiano se caracteriza de "Mister N" há anos, todas as vezes que vai a campo torcer pelo Náutico. “ Vou a todos os jogos e sempre como "Mister N", e amo fazer isso”, enfatiza o alvirrubro.
Conhecido como torcedor símbolo do Clube Náutico Capibaribe, "Mister N" tem o objetivo de aumentar a paz e diminuir a violência nos jogos de futebol, e para isso ele leva cartazes com frases de apoio tanto ao time, quanto à sociedade. “ A paz é a maneira mais certeira de se construir um mundo melhor.”, afirma Cristiano. Com 33 anos de idade e pai de dois filhos, um deles um bebê de apenas três meses, que já foi a campo, Cristiano tenta passar para sua prole o amor sincero pelo Timbu. E segundo ele, não será a má fase do Náutico, atualmente, que diminuirá esse amor ou a vontade de vencer seja na série A ou B.
Sendo um torcedor símbolo, "Mister N" se diz um fanático pelo seu time. “Tenho umas 30 camisas, minha escova de dente é do Náutico, minhas cuecas são do Náutico. Náutico está presente em tudo na minha vida.” Diz o alvirrubro. E quem pensa que para ser o "Mister N" basta apenas pintar o rosto, se engana. Além de se caracterizar, ir a todos os jogos, ter uma coleção de objetos nas cores vermelha e branca, Cristiano ajuda o seu clube participando de ações em prol de novos jogadores, além de participar de eventos sociais para representar o seu amor pelo Náutico.
O Náutico é mais que um time para o "Mister N", é considerado um membro de sua família. “O Náutico é tudo para mim”, conclui.

Por Renata Albuquerque

sábado, 14 de novembro de 2009

A energia da "beca amarela".



"Foto do arquivo pessoal TJS"

A torcida Jovem do Sport se destaca pela sua energia. Nada parece calar os integrandes de "beca amarela". Quem vê faixas da TJS nos jogos do Sport fora do Estado, não imagina a dificuldade e as loucuras que eles são capazes de fazer para acompanhar o time.

Recentemente, a torcida jovem do Sport bateu um recorde de pessoas em caravanas.Reuniram cerca de 30 pessoas na Arena da Baixada para acompanhar o jogo contra o Coritiba. " A gente nunca tinha ido e conseguiu reunir cerca de 30 pessoas para essa viagem. Foi uma das mais importantes da nossa torcida", diz Ericson, sócio da TJS.

Mesmo sem ajuda de patrocínio, a instituição banca cada viagem. Os membros tiram do próprio bolso, mas só assim eles conseguem fazer as caravanas. Felipe Rangel, diretor jurídico da TJS, conta que fez várias dívidas para poider acompanhar o Sport. " Quando o Sport foi campeão da Copa do Brasil, eu coloquei na minha mente que teria que ir para o Chile de todo jeito. Quando chegou um mês antes, eu não estava com condiçoes de ir, comecei a pedir emprestado e fiz muitas dívidas", diz. Mesmo assim, isso não foi motivo para que Felipe se arrependesse do acontecido. "No final terminou valendo,porque o Spoirt ganhou e isso é uma coisa que eu jamais vou esquecer na minha vida", conclui.

Por Rebeka Catharine

Nossa proposta.

Para o nosso primeiro post no blog, resolvemos escrever a nossa proposta em relação ao mesmo. Aqui, escreveremos um pouco da nossa experiência com o nosso trabalho de conclusão de curso, um documentário sobre fanatismo no futebol.

Nosso trabalho está sendo bastante prazeroso, porque futebol era um tema que estávamos querendo tratar há algum tempo. Como fanática por futebol, eu fui a idealizadora do projeto. De início, decorreram temas como "categorias de base" e "torcidas organizadas", mas já existiam grupos elaborando trabalhos relacionados.

Nossas gravações ainda não foram concluídas. Gravamos com Zé do Rádio, Bacalhau e Mister N - torcedores símbolos do Sport, Santa Cruz e Náutico. Entrevistamos alguns membros das torcidas organizadas - Torcida Jovem do Sport, Torcida Organizada Inferno Coral e Torcida Jovem Fanáutico. Também gravamos com alguns torcedores apaixonados, que falaram um pouco do surgimento do amor pelo time do coração. Por fim, pensadores analisaram o comportamento desses torcedores.

No momento, estamos em processo de edição, ainda preocupadas com o andamento do nosso trabalho, já que o último dia de edição está marcado para terça-feira (17). Estamos em busca de algumas imagens de apoio, as emissoras não liberam as suas de arquivo, e as que fizemos não são suficientes. Mas, se Deus quiser, tudo dará certo ;)




Por Rebeka Catharine